terça-feira, 9 de junho de 2009

Oficialmente no oitavo mês!

Sim, hoje, terça-feira dia 09 de junho João completa 32 semanas de invasão intra-uterina. Esse é o começo oficial do oitavo mês.

E já não era sem tempo, pois do tamanho que a barriga se apresenta, eu tinha até vergonha de dizer que estava grávida de apenas 7 meses...

Meus pés inchados agora se escondem sob o vulto redondo do bebê a caminho, a canela esconde qualquer sinal de ter ossos por dentro, a aliança foi morar na gaveta e a pele, uma vez tão branca ("ela era branca, branca como a lua" diria Mario de Andrade) agora é só moldura para o emaranhado de veias roxas ou azuladas.

Virei motivo de piada, tanto dentro de casa quanto de desconhecidos. Meu irmão se lembra de mim assisitindo "Free Willy" (sempre melhor que "Orca, a baleia assassina"), meu sobrinho prefere a Glória, do filme Madagascar. Eu mesma nunca me esqueço de uma cena da imperdível "Fantasia", de Walt Disney, em que felizes e redondas hipopótamas dançam balé. Rodrigo me apelidou "carinhosamente" de gordinha, e nunca perde uma piada sobre a quantidade de comida que venho ingerindo (não é minha culpa, tenho fome!). E noutro dia, um ilustre e simpático desconhecido senhor, dono de um café à beira do Lago Leven, na Escócia, me perguntou se eu andava comendo muitas batatas (depois ele explicou que era uma piada local, sempre perguntam na região, às mulheres grávidas, se elas comem batatas demais, pois a barriga está inchada).

O fato é que ando precisando de ajuda para me levantar, um guindaste particular lidera a lista de prioridades no momento. Ficou tão difícil mudar de posição, tão dolorido passar da fase deitado-sentado para sentado-em pé, que imagino já saber como vou me sentir aos 90 anos de idade, em que tudo é suspiro, tudo é lento e sofrido. As caminhadas diminuíram de ritmo e de extensão. A piscina parece longa demais. Subir qualquer escadinha já me deixa sem fôlego! O remédio é suspirar.

Suspiros. Sim, grávidas suspiram muito. A explicação lógica é que os pulmões ficam comprimidos pelo tamanho avantajado do útero, então não se enchem completamente de ar na respiração normal. O corpo, ansiando por uma pausa, provoca o suspiro e os pulmões conseguem ar suficiente para enchê-los por inteiro e evitar dois segundos de trabalho. Prefiro a explicação romântica, acho que suspiramos demais porque ficamos apaixonadas pela idéia de ser mãe... Em mais ou menos 8 semanas vou conhecer o pequeno João, e isso é mais que motivo para suspirar!


Uma foto para dar noção do "tamanho do estrago"! Como se vê, muitas batatas! rsrs


Beijos


quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Bebê a música ao vivo!!!

João é um bebê musical. Pelo menos, no que depender dos pais, será.

No domingo dia 26 de maio, levei o rapaz pro show da Vanessa da Mata, no Koko aqui em Londres, uma casa de shows instalada num antigo teatro cheio de pompa e cisrcunstância. O show era de pé, pista de dança, sem lugares pra sentar. ufa!

Essas casas de show não permitem entrar com comida ou bebida, mas, graças ao volume abdominal avantajado, eu entrei com frutas, água e barrinha de cereal, sem chateações! "você está grávida? Ok, comida liberada!"

E não é que aguentamos bem! Mais do que isso, mãe e barriga dançaram a noite toda, pra espanto dos amigos que por lá estavam. E o João, lá dentro, dançou o tempo todo também, sem reclamar. Show lindo, Vanessa linda, voz linda. Valeu a pena!!!

Já na sexta passada, levamos o João à ópera. Coisa tranquila, Lohegrin de Wagner, com duração de quase cinco horas!!!!

Precauções tomadas: meia calça de compressão, pra ajudar na circulação do sangue, bolsa cheia de lanches pra não morrer de fome (sim, eles nos agraciaram com dois intervalos, de 25 minutos cada), garrafa de água pra driblar a sede, balinha pra driblar a tosse.

Resultados: os pés incharam só um pouco, e nada de formigamento. Ponto pra gente.

Por sorte, a ópera era LINDA, então nem dava pra sentir o tempo passar, mas na última parte, nunca uma cadeira me pareceu tão desconfortável. Coitada da tia sentada ao meu lado, que com certeza até hoje está dizendo, como fazia minha avó, "essa menina tem bicho carpinteiro!". Faltava espaço pra esticar as pernas, o assento podia ser mais fofo, assistir um espetáculo de pé nem deve ser tão ruim...

Mas o bebê adorou. Dançou o tempo todo, sem grandes chutes. Respondeu às árias e aos momentos de maior emoção. Sim, este será um bebê musicalmente educado!

Beijos

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mudanças hormonais

Olá todos!

Muito tempo de desaparecimento, mas, como sempre temos uma desculpa decente! E esta de agora é mais do que decente, é bombástica!!!!

O último posto falava de uma viagem ao Egito, certo? Pois bem, foi lá que tudo começou. E começou assim:

No princípio era um sono, incontrolável. Um sono doentio, preocupante, a que se seguiram alguns dias de azia constante. Depois veio uma desvontade de comer chocolate e de beber café... indícios que se confirmaram quando as "regras" ficaram desregradas. Atraso, expectativa, testes, certezas.

GRA-VI-DEZ!!!!

Depois do infalível teste da farmácia (realizado no banheiro de um quase shopping da periferia londrina), veio a confirmação do teste de sangue, feito de jeito mais sério.

A notícia ficou arquivada por 3 meses. Foi-nos dito que essa é a regra, precaução por conta de abortos espontâneos muito frequentes no início da gestação. Depois o tempo fica curto, grávidas passam tempo tempo demais dormindo, comendo e sonhando com o futuro.

A gente senta, acaricia a barriga e fica imaginando que cara o bebê terá, se vai puxar o queixo do pai, as covinhas da mãe, se o cabelo vai ser liso ou mafuá, se vai ser chatinho, se vai ser gente boa, se vai jogar futebol ou fazer balé, se vai dar trabalho quando ficar adolescente... daí o dia passou, e ainda tem gente sem a notícia da barriga.

Ai, a barriga. A cada dia cresce mais, e cresce muito. Não dá pra saber como a pele aguenta, como o corpo aguenta tanta mudança! Muda tudo, a forma do corpo, a textura da pele, do cabelo, das unhas. Engravidar é ter uma aula de biologia na prática. Hoje sei por onde passam quase todas as veias do corpo, especialmente aquelas das pernas, que felizes transbordam em alegria violeta tingindo a branquice da pele. E por aqui há um dito muito sábio: "vai piorar antes de melhorar".

A gente fica mais pesada e mais lerda. Mais lerda e mais lesa. Mais lesa e mais desastrada. Além de andar devagar por conta do peso extra, subir escadas como quem paga penitência e esquecer desde coisas miúdas até a senha do seu cartão de banco, as coisas ainda caem da minha mão. Parece que a mão não segura mais tão bem (coisa estranha, dado que vou ter que segurar um bebê em breve!), mas os médicos dizem que é tudo normal, tudo culpa dos hormônios.

Pensando bem, é fácil ser mulher, porque desde cedo a gente pode culpar os hormônios por tudo o que dá errado na vida. Histérica? Culpa dos hormônios. TPM? Excesso de progesterona. Apetite sexual desenfreado? Muita testosterona. Falta de apetite sexual? Redução na produção de progesterona e testosterona. Corpo não colabora? Seu estrogênio anda capenga. Engordou? Tireóide na certa... nada a ver com vc ter repetido duas vezes aquela feijoada no sábado, nem culpa daquela sobremesa que vc insiste ser light, apesar do chantily e de toda a gordura (ah, mas foi feito com adoçante...)

Os hormônios da gravidez (assim dizem) relaxam todos os músculos e ligamentos do corpo, tudo em preparação ao parto. Nove meses preparando seu corpo para o momento em que o pequeno alien finalmente liberta seu corpo, deixando nele apenas algumas marcas: varizes, manchas escuras pelo corpo e rosto, estrias, pele flácida. E mesmo assim é lindo, é emocionante e incompreensível, assustador e gratificante.

Se nos primeiros meses tudo é estranho e todos te estranham, depois da barriga aparente todas as pessoas parecem um pouco cúmplices. Olham a barriga e entendem sua necessidade de ir ao banheiro a cada 20 minutos, ou sua estranha aversão a peixe. Olham a barriga e deixam você levar comida para dentro do show onde nenhum produto alimentício é permitido, olham sua barriga e sorriem, e cedem o lugar no metrô (embora muito marmanjo finja estar lendo o jornal, assim eles não têm que olhar pra barriga).

E a movimentação? Começa de forma discreta, e um dia você acredita haver um ser com umas 15 pernas e 12 braços dentro de você, de tantos chutes em lugares diferentes. A barriga mexe sozinha, um dia acorda empelotada do lado direito, no outro a pelota fica debaixo dos seios... isso quando a barriga não mexe como se acontecesse um terremoto lá dentro. É nessa hora que me lembro de toda a cultura cinematográfica trash da minha vida - a quadrilogia Alien, do Ridley Scott, ou o impagável "Invasores de corpos", com Donald Shuterland.

Agora, conheçam o meu invasor de corpo, o João, em sua primeira foto e já dando um tchauzinho pra galera! Conheçam também a habitação do João pelos próximos 3 meses e alguns dias...

Beijos





terça-feira, 18 de novembro de 2008

Viagem ao Egito!!!!


Olá todos!

Todo mundo sabe que fizemos uma viagem ao Egito? Se não sabiam, agora sabem!!! E foi uma viagem maravilhosa, um país tão diferente, mas que no fundo é tão parecido com o nosso Brasil. Inacreditável...

POis bem, como a viagem foi longa (15 dias), as novidades são muitas e as fotos mais ainda , vou fazer outro blog só pro Egito, assim fica lá um guia de turismo alternativo, e posso colocar bastantes fotos na rede!

Vou deixar um link aqui no blog, assim fica fácil pra todo mundo!

Beijo

Cleópatra

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Teatro com gente famosa!

Todo mundo sabe que sou meio tiete. Aliás, quem me conhece sabe que sou bem tiete. Louca por um autógrafo, louca por duas palavras no final do show, no final da peça, no vernissage, na fila do cinema. Não tem mal nenhum em admirar bons artistas, tem? (Ney Matogrosso acha que tem, por isso se sente autorizado a tratar mal os fãs que ele mesmo aceitou receber em seu camarim. Por isso é que não compro nem ouço mais os cds dele, apesar de achar a voz liiiiiiinda, agora lembro da personalidade insuportável, e desgostei. Fã a menos!)

Pois bem, aqui em Londres, há inúmeras possibilidades de topar com um famoso, seja na rua, no tapete vermelho dos cinemas de Leiscester Square em dia de première ou nas peças em cartaz pela cidade.

Demos sorte, e há algumas boas peças por aqui com autores renomadíssimos... eba! Semana passada vimos Ivanov, uma peça do grande Anton Chekov - famoso no Brasil pelas recentes montagens de Tio Vânia. Ator principal: Kenneth Branagh, famoso por atuar e dirigir filmes adaptados das obras de Shakespeare e impagável como Dr. Frankestein, no filme que estrela Robert de Niro no papel do quase adorável monstro. Mas teatro é uma arte sem termo de comparação com cinema. Lá está o ator real, a voz real, sem efeitos especiais, sem cortes, sem "photoshop". Peça ótima, atuação impecável, notinha na agenda - mais um grande ator conferido ao vivo. Gosto, gosto muito!
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Ontem foi a vez da peça "The year of magical thinking", de Joan Didion, baseada no livro de memórias de mesmo título. Aliás, foi a própria autora quem fez a adaptação para teatro, onde conta sua história partindo da súbita e inesperada morte do marido. A atriz principal, Vanessa Redgrave! Principal e única, pois se trata de um monólogo com 100 minutos de duração. Oriunda de uma família de atores, ela acumula prêmios e atuações brilhantes, e aos 71 anos, continua linda. E a peça é de tirar o fôlego. Literalmente.
Apesar de discutir o sentimento de perda e a capacidade de organização das memórias, Vanessa mantém controle absoluto sobre o sorriso e as emoções. Quem não controla as emoções é a platéia, que se afunda em soluços não disfarçados para depois ter que rir de uma lembrança fora de lugar.
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Pronto, outra grande performance conferida ao vivo. Esperemos pela próxima... Édipo, com o Ralph Fiennes.
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Beijo, fui!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

As quatro estações

No Brasil, as quatro estações existem para que as lojas possam vender quatro coleções diferentes todo ano, mas na vida real existem duas: verão durante 10 meses e inverno nos dois restantes. Não dá pra sentir muita diferença na duração dos dias, a não ser na semana em que entra e sai o horário de verão.

No entanto, aqui, em terras da rainha, tudo parece muito diferente. As estações mudam, e mudam bem próximo à data marcada no calendário. Eu nunca havia vivido um outono de verdade, porque vida de professor - além do dinheiro contado - só proporciona férias em janeiro e julho, ou seja, podemos visitar verão ou inverno. Meu primeiro outono... muitas impressões!

Outono no Brasil significa algumas folhas caídas nas praças, mas a paisagem não muda muito. Já por aqui...

Quando eu cheguei, em janeiro, ficava escuro antes de 5 da tarde, temperatura por volta dos 5 graus, árvores sem nenhuma folha, apenas os galhos retorcidos contrastando com o cinza do céu. A cada dia, o pôr-do-sol vinha alguns minutos mais tarde, o dia se espreguiçava, tentando descontrair os músculos enrijecidos pelo frio. Tanto tentou, que conseguiu. As folhas voltaram a nascer, as flores desabrocharam, e chegou a primavera. Março, parecia uma festa de cores.


Este jardim é parte do palácio onde morava a Princesa Diana depois da separação. Coitada, tão linda, e trocada pela mulher mais feia que já se viu... aliás, por aqui referem-se a Camilla como "horse face", cara-de-cavalo. Muito apropriado, diga-se de passagem...


Falando em passagem. Passou-se para o verão, embora até os meteorologistas reconheçam que o verão foi uma bomba. O pior verão dos últimos 10 anos... mas fez calor. As pessoas usaram vestidos e chinelos. Mais sorrisos passeavam pela cidade. Menos chuva, mais luz. Aliás, a luz é a grande diferença no verão daqui. Embora o sol nascesse às 4h42, só se punha depois de 21h30. Todo mundo sai do trabalho e vai passear no parque, caminhar na beira do rio ou tomar uma cerveja do lado de fora do pub. As mães sofrem para convencer as crianças de que é hora de dormir, apesar do sol brilhando no parque.
No entanto, conforme os meses passam, a distância entre dia e noite aumenta, e a cada dia o sol se põe entre 2 e 4 minutos mais cedo. Se no dia 21 de junho foi às 21h43, semana passada foi 18h22 e hoje o sol se põe às 18h02. No final de outubro acaba o "horário de verão" e teremos noite antes que o relógio marque 17h00. Ufffff...
Mas todo esse discurso meteorológico era para falar da beleza do outono. Neste final de semana, tivemos dias maravilhosos de sol. As pessoas, com medo de que fosse o último sol do ano (e o próximo previsto para fim de março), correram para os parques para aproveitar até a última gota de luz. Piquenique, frisbee, futebol, peteca, leitura e soneca, tudo isso encontrou lugar em algum dos parques da cidade. E como também somos seres desesperados por calor solar, sábado fomos até Hamstead Heath, um bairro muito simpático no Norte de Londres, sentar na beira desse lago lindo..
E no domingo aproveitamos o sol no parque de Greenwich, aqui pertinho de casa! Além da felicidade das pessoas sentadas ao sol, tinha alegria de criança subindo em árvore (em São Paulo não existe mais isso, existe?), companhia de cachorro acompanhando o dono, tinha aspirações artísticas desafiando mais um quadro, mais um desenho, famílias rindo juntas, tinha namoro, leitura e cochilo. Tudo muito calmo por entre as folhas avermelhadas que se espalham pelo chão.



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

No Brasil!!!

"Ai ai caramba... ai ai caramba. Como já dizia Galileu na Galiléia, malandro que é malandro não bobéia..."
Já comecei a escrever este post sobre o Brasil umas 357 vezes. Mas sempre desisto quando me dou conta do que estou escrevendo, ou melhor, do que estou pensando sobre o Brasil. Foi uma explosão de emoções voltar ao Brasil depois desses seis meses em Londres. Foi maravilhoso rever as pessoas, eu fiquei com "uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria". Adorei ver minha família, ver meus amigos, especialmente ver as crianças. Acho que isso é o que me dói mais, ver que as crianças estão crescendo e eu não estou lá pra ver cada conquista deles, cada mudança.

Por outro lado, vi com olhos menos comprometidos a situação real do Brasil, aquela que a gente sabe que existe, mas não presta muita atenção (mesmo porque vive lá, convive com os problemas todos os dias e vai se acostumando com tudo). É terrível a quantidade de gente morando na rua, sem higiene, sem comida decente, sem cama, sem dignidade, sem nada. Vi criança demais na rua também, pedindo dinheiro, vendendo bala no farol, usando o irmão mais novo no colo como desculpa pra mendigar, ou para cometer pequenos furtos. Furtos. Eu tinha esquecido de como é horrível desconfiar das pessoas, andar sempre apreensiva, com a bolsa bem segura com medo de assalto. Andar com a janela do carro fechada, com medo de ser assaltada no farol. Trancar a porta de casa, o portão, chamar o guarda pra cuidar enquanto você sai ou entra da garagem, com medo de ser assaltada.

Foi aí que eu me senti mal de verdade. Meio traidora, por ficar feliz de não ter que sentir medo de assalto por aqui, meio solidária, por achar injusto demais que as pessoas que moram no Brasil tenham que conviver com essas situação diariamente, a ponto de não se incomodar mais com ela. Impotente, por saber que tanta gente vive nessas sub-condições, condenados a uma vida de esmolação ou de crime, por pura falta de oportunidade, falta de formação humana e de educação escolar. Em decorrência, temos uma camada da sociedade - os criminosos - que não se importa com o ser humano: assalta, bate e mata como se fosse trivial, dando a isso a mesma importância que tem o levanta, trabalha e estuda na nossa vida. Triste, e assustador.

Pronto, agora falei. Dói, mas é verdade, pelo menos é como eu sinto a verdade agora, desde que voltei pra cá.

Mas é lógico que nem tudo é difícil. Tem todas as pessoas queridas que vi, que revi, e que trago sempre no coração. Vou colocar fotinhos dos amigos por aqui. Família fica de fora, não sei se eles me autorizam a colocar a cara de todo mundo na Net... as crianças nem pensar. Vocês moram no Brasil, e eu sou obrigada a pensar nos malucos que arquitetam sequestros... pode?
Beijos, fui.

.................................Splesh! Amigo de infância! ...........................................João Macacão!


Amigos lindos! .............................................................Quase todos os mesmos amigos lindos!

...................................Frango com farofa!!!! rsrsrs .................................Francesca, Elias, Raffi e Yara

Yara e Véio! Fofos! ......................................................Sicilia e Eugenia! Lindas!

Num jantar........................................ lá na Liberdade............................... com um bando de italianos!
Sócrates e Ilária!
Num jantar que fizemos na casa da Raffi, enquanto a santa estava na Itália. Ao menos, lembramos de fazer uma homenagem à "anfitriã à distância"!!!!
Pra fechar as fotos, uma do Mosteiro de São Bento. Todo mundo que mora em São Paulo deveria dedicar um domingo de manhã à cidade e acordar cedo. Missa com cantos gregorianos no Mosteiro às 10, depois, fila pra comprar o pão de mandioquinha que os frades fazem lá. Pra coroar, um café com torradas no Café Girondino, bem em frente. É o café mais charmoso da cidade! Outro beijo!